Mercado de moda : Profissionais contam o que é necessário para alcançar um lugar ao sol

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                                              Lígia Lapertosa (Foto:Caca Lanari)
O caminho entre a vontade de fazer parte do mundo da moda e tornar-se uma marca de sucesso, com boa saída para o mercado, é tortuoso e exige paciência. Estudar bem o público alvo, se preocupar com a qualidade do produto, venda e entrega são fatores para o sucesso.
Segundo a consultora de gestão estratégica, Tereza Cristina Horn, da 221 Consultoria em Projetos, um produto de moda com boa absorção de mercado é dividido em três, que contam com valores diferentes. "Quando você observa um case de sucesso, ele é feito de 50% do produto propriamente dito, 30% do processo de venda e 20% da publicização do serviço", explica.
Tereza também indica a participação em feiras e concursos. "Se a sua empresa está começando, você precisa ver, ser visto e trocar experiências com quem já está no mercado. Em Belo Horizonte temos um movimento interessante crescendo nessa direção. Feiras como a  Retoke e Mercadíssimo, assim como o concurso Ready to Go, vinculado ao Minas Trend".

                                                                 Tereza Horn (Foto:Divulgação)
Aos 17 anos, quando capitalizou recursos de trabalhos temporários para montar seu próprio negócio, a marca Tyyli,  Lígia Lapertosa não imaginava que quatro anos depois estaria expondo suas criações para todo o Brasil na segunda mais relevante semana de moda do país. Ela foi uma das selecionadas para participar do última edição do concurso Ready To Go, idealizado pelo Sindicato das Indústrias do Vestuário de Minas Gerais (Sindivest-MG) e realizado pelo TS Studio durante o MW.
Estudante de design de moda e com passagem pelo renomado Instituto Marangoni Paris, Lígia é responsável por todo o desenvolvimento criativo da sua marca, que atualmente conta com duas linhas: casual e a sport." Depois da participação do Minas Trend, quero utilizar toda a experiência adquirida a meu favor e investir ainda mais na Tyyli", afirma.
Com o recurso dos próprios cartões de crédito, Fernanda Grossi e sua sócia, Lídia Tiradentes, deram o pontapé para montar a Disha em 2013. Depois de um período como
multimarcas, a empresa investiu na parte de criação e começou a confeccionar as próprias peças. " Tentávamos imprimir nossa identidade na época de revenda, mas isso ficou mais claro quando iniciamos nossa produção. Foi um passo importante em direção do crescimento", diz Fernanda.
Grossi, junto com outros empresários, participa do coletivo We Love Fashion. O projeto reúne moda, música e sustentabilidade. Além dos estandes, onde é possível comprar peças com preços especiais, são oferecidos coquetéis, sorteios e stylists dão dicas personalizadas.
 A consultora de moda, Ana Luiza Ballesteros, explica que o panorama do mercado de moda em Minas Gerais é desafiador e demanda criatividade. "A impressão é de que tudo já foi feito, por isso as marcas têm a necessidade de sempre se reinventarem. Para se destacar o tiro tem que ser certeiro. A empresa precisa investir em conceito, modelagem e materiais para imprimir a sua identidade. A constância da produção também é primordial para não cair no esquecimento", aponta.
Nome por trás da Civil Jeans desde 2013, Pedro Rabelo criou a linha masculina da grife no ano passado após perceber a carência desse segmento no mercado mineiro. Ele convive com o mundo da moda desde seu nascimento, quando a mãe fundou a Cláudia Rabelo. “Lembro-me de ficar brincando em cima de rolo de jeans quando era pequeno”, recorda.

Pedro Rabelo (foto:Weber Pádua)

Sua vocação para lidar com esse universo foi revelada ainda cedo, aos 15 anos, durante intercâmbio nos Estados Unidos, quando foi premiado em sua High School por desenvolver um projeto para a rede de varejo Macy´s.Também trabalhou como modelo em Milão, onde pôde estreitar seus laços com a moda masculina, muito forte na Itália.
Antes mesmo de terminar a faculdade de administração de empresas, teve oportunidade de estagiar em escritórios de uma firma de vestuário na China e na Tailândia. Esse mix de vivência e tradição possibilitou Pedro ampliar seu olhar sobre o setor têxtil, trazendo para a Civil doses de inovação e conceito.

Por:Gustavo Fontoura

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